Telemedicina para consulta virtual durante a pandemia

por Lívia Nogueira em 23/04/2020 ⇠ Veja outros Posts

Com a crise causada pelo coronavírus e a necessidade do isolamento social, foi necessário adaptar a forma como alguns serviços de saúde são entregues à população. 

Uma dessas adaptações, foi a implementação de consultas virtuais, uma forma de triagem que valida a necessidade de comparecimento presencial a um hospital.

O secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, foi o responsável por reconhecer a telemedicina e o teleatendimento como alternativas necessárias e possíveis para o momento que estamos vivendo. Com isso, instituiu em 15/03/2020, um programa nacional autorizando a telemedicina nas unidades de saúde.

A medida teve início em meados de março, quando passou a ser obrigatório realizar uma triagem rápida virtual tanto nas unidades de saúde públicas quanto privadas, como forma de pré consulta.

Assim, apenas quem apresentasse algum sintoma seria recomendado que fosse presencialmente ao médico, pois o tempo de espera se torna reduzido no atendimento, bem como a possibilidade de transmissão e contágio dentro dessas unidades de saúde.

 

Como a telemedicina pode ser implementada?

As medidas tomadas para a utilização da telemedicina podem ser listadas conforme segue abaixo:

  • Teleconsulta: oferece orientações médicas de forma online para pessoas que não estejam com sintomas, mas que morem ou tenham visitado algum local afetado pela epidemia. Desta forma, há então a orientação para informá-los dos riscos e reforçar sobre o que é preciso ser feito para se prevenir da doença.

  • Telemonitoramento assintomático: seguindo a ordem, após a teleconsulta, este monitoramento é feito de forma remota aos pacientes assintomáticos em questão.

  • Telemonitoramento sintomático: se a pessoa apresenta sintomas e precisa de isolamento, é feito esse monitoramento de forma integral.

  • Teleperícia: caso a infraestrutura das unidades de saúde locais não pussuam perícia técnica para realização do diagnóstico ou tratamento de um paciente, é preciso que profissionais especialistas estejam disponíveis para acompanhar o paciente em questão.

  • Teleassistência para hospitais em quarentena: caso a pessoa precise e não tenha condições de ir até um hospital ou unidade de saúde no período da quarentena, é fornecido um acompanhamento, o que permite que os pacientes continuem recebendo apoio dos profissionais de saúde.

Como funciona a teleconsulta

A telemedicina tende a contribuir, e muito, em casos como o que estamos vivenciando com a pandemia do coronavírus. É preciso poder contar com profissionais capacitados, mas é muito importante também que para isso sejam utilizados equipamentos e sistemas digitais para o acompanhamento do paciente.

Em sistemas virtuais como, por exemplo, para laudos à distância, para proteger os dados do paciente, é importante que as tecnologias de informação e comunicação que forem utilizadas para os atendimentos, obedeçam certos parâmetros de verificação, confidencialidade e segurança, baseado na lei nº 13853 de 8 de julho de 2019, que altera a lei nº 13709 de 14 de agosto de 2018.

Devido ao fato de as orientações serem de permanecer em casa, a telemedicina colabora com a realização de consulta virtual durante a pandemia. Ela identifica e analisa o quadro clínico do paciente, realiza seu monitoramento, emite resultados de exames de forma virtual, ao invés de impressos, e acompanha de forma avaliativa a evolução clínica do paciente à distância. Isso colabora para que ações de tratamento sejam realizadas de forma ativa e eficiente.

Com a pandemia e a mudança na rotina das consultas médicas, tornou-se mais acessível a telemedicina graças ao Ministério da Saúde. As medidas foram tomadas em caráter emergencial e estará autorizada apenas durante o período de isolamento social.

Não apenas os serviços médicos relacionados ao coronavírus foram autorizados, mas diversos outros como, por exemplo: fonoaudiologia, orientação pediátrica, orientações de saúde, psiquiatria e até mesmo consulta com um cirurgião plástico.

As orientações são de que esse formato de consulta virtual seja realizada apenas em casos urgentes, onde o prejuízo maior seria causado para os pacientes, visto que arriscariam muito sua saúde indo presencialmente ao médico, pois ali teriam contato com muitas pessoas e a possibilidade de contágio aumentaria.

Faz-se assim indicado, então, principalmente para os idosos, visto que atualmente são a maioria dos que fazem parte dos grupos de risco.

Conforme relato médico, o cenário ideal é que as teleconsultas sejam feitas em caso de retorno médico que deveria ser feito presencialmente, pois assim o médico tem o histórico do paciente e é mais viável manter um acompanhamento.

Levando em consideração que o profissional da saúde não poderá tocar no paciente e examiná-lo de fato, mas sim apenas ouvir o que esse paciente tem a dizer, é preciso que seja de fato para casos mais emergenciais em que não é possível esperar a pandemia passar para ir presencialmente para uma consulta.

As orientações obrigatórias caso optem por continuar o atendimento presencial são de seguir meticulosamente as orientações dos equipamentos de proteção individual tanto do profissional quanto do paciente.

 

Dificuldades enfrentadas

Um quesito delicado ao se falar de telemedicina é a forma de pagamento.

Grande parte das consultas virtuais disponíveis atualmente são particulares, assim é possível realizar o pagamento da melhor forma combinada entre o profissional de saúde e o paciente.

Por outro lado, pessoas com plano de saúde, por exemplo, estão mais restritas à essa forma de atendimento, visto que não há como o médico conveniado simplesmente anotar o número da carteirinha e repassar para o plano de saúde em questão.

Assim, alguns convênios possuem seus próprios serviços de telemedicina, mas ainda em escala bem menor do que os serviços particulares disponibilizam para as pessoas.

No geral, o que tem sido feito é a pré triagem em relação à suspeitas de covid-19, que é possível encontrar aqui, por exemplo, e em aplicativos também, como é o caso do app que o SUS (Sistema Único de Saúde) disponibilizou para download e utilização pela população (disponível para Android e iOS). 

Para quaisquer dúvidas que possam surgir sobre o tema ou sobre o nosso sistema propriamente dito, estamos à disposição para saná-las e ajudar no que for necessário. 

Esteja atento aos idosos, cuide de si mesmo e das pessoas que lhe rodeiam.

Colocamos nossa plataforma à disposição neste período de quarentena, sem custo para clínicas, grupos de telerradiologia e médicos radiologistas que precisem trabalhar à distância, contribuindo com a comunidade e honrando com nosso compromisso, porque a vida está cheia de histórias bonitas para serem vividas.

Fique de olho e nos acompanhe as próximas postagens! :)

Lívia Nogueira

Lívia é do time de Marketing e redatora do BeeRads.

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