O que é telemedicina?

por Lívia Nogueira em 18/05/2020 ⇠ Veja outros Posts

A tecnologia tem revolucionado diversas profissões. Na área da saúde, a telemedicina é um exemplo de modalidade tecnológica que tem se expandido nos últimos anos e traz muitas contribuições para médicos e pacientes. 

Quer saber o que é telemedicina e como ela funciona? Continue lendo o nosso post! 

O que é telemedicina?

A Telemedicina é caracterizada pela prática médica realizada à distância, mediada por plataformas tecnológicas conhecidas como PACS. Trata-se de um recurso tecnológico e de comunicação de saúde a distância, que a cada dia conquista mais espaço pelo país e pelo mundo.

Além de telemedicina, algumas pessoas se referem a este ramo da medicina como saúde digital.

Através dessa modalidade, é possível transferir laudos, diagnósticos e exames de imagem de forma totalmente digital e remota.

 

Regulamentação

A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece, desde a década de 1990, a importância e necessidade dessa área da medicina, principalmente em casos que a distância é um impedidor, um fator crítico para um determinado nicho da população receber serviços de saúde. 

Importante ressaltar que a telemedicina apenas pode ser exercida por profissionais prévia e devidamente capacitados. Exemplo disso é que apenas um médico radiologista pode ser o responsável pela interpretação e produção de laudo à distância.

Em fevereiro de 2019, o Conselho Federal de Medicina (CFM) criou uma nova regulamentação sobre esse atendimento, que define limites e regras para seu uso.

Há algumas polêmicas sobre a utilização da telemedicina, como por exemplo, o argumento de outras entidades (que não o CFM) alegarem que ela possa prejudicar a relação entre médicos e pacientes, além da reclamação de que não foram consultadas para tomadas de decisões sobre esse avanço tecnológico. Com isso, o documento mencionado anteriormente foi então revogado no fim do mês de fevereiro de 2019.

Apesar dessa revogação, a telemedicina não é proibida, visto que existe uma norma vigente do CFM de 2002 sobre sua permissão, esclarecendo também alguns detalhes sobre como pode ser utilizada. Trata-se de um documento que norteia a telemedicina. 

 

A Telemedicina em tempos de coronavírus

Em tempos de pandemia, a telemedicina ganhou ainda mais relevância.  

O ex-ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, através da portaria 467, aprovou a utilização da telemedicina durante o período da pandemia do Covid-19. Em março, o CFM (Conselho Federal de Medicina) também autorizou, mas apenas durante esse período.

Os planos de saúde ainda não realizam consultas virtuais através da telemedicina, mas o sistema público de saúde sim. Assim, caso queira ou necessite de uma teleconsulta será preciso procurar o SUS ou pagar um médico particular.

Como funciona?

Tudo funciona de forma totalmente online e remota. Através do atendimento virtual é permitido fornecer receitas médicas, atestados e relatórios médicos.

Para que tudo isso tenha valor, é preciso, primeiramente, que o médico tenha feito a assinatura digital, a partir de um cadastro feito no CFM e também numa empresa de emissão de assinatura eletrônica.

Assim, será gerado para o médico números e códigos que só poderão ser utilizados numa única receita ou relatório, ou seja, cada receita ou relatório apresentará um código diferente.

Se o médico não tiver essa assinatura eletrônica não poderá fornecer nada disso ao paciente.

Além dessa identificação do médico através de assinatura eletrônica, precisa estar explícito nos atestados também o seu nome dele número do CRM (Conselho Regional de Medicina). Identificação e dados do paciente, registro de data, hora e prazo de duração do atestado também são necessários.

Todas as consultas podem ser feitas online, desde a primeira. Apesar disso, o CFM recomenda que a cada quatro meses seja realizada uma consulta presencial se possível.

Num cenário usual, sem pandemia, a prescrição de tratamento ou outros procedimentos de forma remota e online não é permitida se não houver ao menos uma consulta presencial com o paciente, a não ser que seja um caso de extrema urgência e emergência. Em casos em que, por algum motivo, não há nenhuma possibilidade de examinar pessoalmente, também é permitido.

Apesar disso, no momento atual, até mesmo para a liberação de prescrever tratamentos, foi aberta uma exceção. Tudo isso para reduzir ao máximo a circulação de pessoas e exposição dos profissionais de saúde em clínicas e hospitais lotados.

Em questão de médicos particulares, a teleconsulta pode ser paga por transferência bancária, boleto ou cartão de crédito (através do PayPal, que é uma forma mais segura, visto que permite o pagamento sem compartilhar os dados do cartão de crédito com o médico).

As farmácias já estão por dentro da portaria 467. Cabe então aos estabelecimentos informar aos funcionários que a portaria está em vigor e, assim, eles podem liberar medicamentos quando os pacientes apresentarem a receita com assinatura eletrônica.

O atendimento remoto é aliado ao presencial, pois a forma de triagem precisa ser a mesma. Além disso, ao consultar um paciente à distância é possível, sempre que necessário, realizar o encaminhamento do paciente para um atendimento presencial.

O virtual e presencial se complementam, até porque, em alguns casos a conversa por teleconsulta não será suficiente, sendo necessário que o médico coloque a mão no paciente para examiná-lo.

 

Dentre as possibilidades do que é oferecido pela telemedicina estão:

Consulta online

A consulta online permite que o paciente entre em contato com o médico através de algum dispositivo eletrônico dotado de câmera e microfone. Assim, o médico pode conversar sobre o que o paciente sente e observar, por exemplo, se há alguma alteração na pele ou até mesmo na forma de respiração.

Apesar dessa possibilidade de teleconsulta, o ideal é que a primeira consulta não seja virtual, mas sim de forma tradicional e presencial. Daí em diante os retornos de consulta já são mais viáveis de acompanhar virtualmente. E claro, manter as consultas presenciais sempre que necessário.

Educação

A modalidade funciona através da capacitação para atualizar profissionais da saúde que não possuem acesso direto a cursos na área. Em casos assim eles usufruem da educação em aulas online, e-learning, palestras e videoconferências, por exemplo.

Papo entre especialistas

Com a telemedicina e seus recursos, é possível que os especialistas em medicina possam se reunir de forma online para discutir certos assuntos e casos, desde que respeitem o sigilo e vontades do paciente.

Podem também discutir novas pesquisas e descobertas no ramo para que o atendimento aos pacientes seja cada vez melhor.

Assistência

Se baseia no monitoramento do paciente por um profissional da saúde que esteja presente fisicamente. Assim, o médico responsável entra em contato com outros técnicos através da internet para obter não apenas um, mas mais de um parecer médico sobre alguma cirurgia a ser realizada, medicamento ou exames, por exemplo.

Leitura de exames

O paciente pode ter realizado um exame de imagem numa determinada cidade ou estado e ter os resultados interpretados por um especialista em outra cidade ou estado. É uma análise feita praticamente em tempo real e de forma rápida, podendo assim enviar para o médico que irá avaliar e emitir então o laudo em seguida.

Para um melhor proveito da telemedicina, alguns fatores são essenciais:

  • Haver uma sincronia entre o tradicional e a inovação é um deles, visto que a tecnologia não só pode, como está de fato agregando a cada dia mais, mas é preciso ter o cuidado para que ela não limite. Por exemplo, se ela está piorando o atendimento, é preciso repensar a logística e estratégia para que o paciente não se prejudique.

  • Ter uma boa estrutura na clínica ou consultório inclui desde a qualidade da internet até os aparelhos e dispositivos que são utilizados. Essencial que sejam de boa qualidade para que o serviço não seja afetado.

  • Saber em quem está confiando sua saúde: ter informações básicas do especialista como, por exemplo, acesso ao seu registro profissional, é importante para que se conheça o médico numa primeira consulta feita presencialmente. Essencial também que aquele profissional tenha formação em telemedicina, pois há cursos específicos sobre atendimento a distância, então é importante verificar se aquele médico em questão realizou algum treinamento e se tem experiência.

Benefícios da telemedicina

São muitos os benefícios da telemedicina, mas dentre eles estão, por exemplo: 

  • A aproximação que é possível entre médico e o paciente.

  • Atendimento a distância para pessoas que não tem acesso presencial fácil a um médico.

  • Agilidade nos atendimentos, visando os softwares de saúde online disponíveis cada vez mais no mercado digital.

  • Segurança na estrutura dos softwares e sigilo de dados dos pacientes, seguindo as normas da medicina.

  • Maior possibilidade de expansão na agenda do médico, permitindo a ele que possa gerir melhor seu tempo, cuidando mais da sua própria saúde e melhorando sua qualidade de vida.

  • Rapidez e agilidade no envio de exames para laudos médicos, visto que a telemedicina possibilita uma resposta rápida e, consequentemente, atendimento rápido para o paciente prosseguir seu tratamento também.

  • Redução de custos operacionais na clínica especialista, bem como redução de tempo de atendimento.

Para quaisquer dúvidas que possam surgir sobre o tema ou sobre o nosso sistema propriamente dito, estamos à disposição para saná-las e ajudar no que for necessário. 

Fique de olho e nos acompanhe nas próximas postagens! :)

 

Lívia Nogueira

Lívia é do time de Marketing e redatora do BeeRads.

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