Síndrome de Burnout em médicos: como evitar?

por Lívia Nogueira em 03/04/2020 ⇠ Veja outros Posts

A síndrome de burnout, também conhecida como esgotamento profissional, se refere a um estado de estresse que usualmente é provocado pelo excesso de trabalho ou sobrecarga. 

Do inglês, 'burn' significa queima e 'out' exterior. Seria, então, como queimar algo até o fim. Quem sofre dessa síndrome esgota suas energias físicas e emocionais devido à rotina desgastante no trabalho.

Devido ao excesso de trabalho, a síndrome de burnout é bastante comum em profissionais como médicos, enfermeiros, professores, jornalistas, etc.

Alguns sintomas desse distúrbio emocional são: 

  •  exaustão extrema
  • nervosismo
  • depressão
  • ansiedade
  • problemas físicos (dor de barriga, cansaço excessivo e tonturas)
  • alteração no apetite
  • insônia
  • esgotamento físico e mental
  • dificuldade de concentração
  • sensação de fracasso e insegurança
  • pressão alta
  • alterações repentinas de humor
  • isolamento 

Para conseguir perceber que o estresse passou dos limites chegando a esse tipo de quadro, é preciso observar a durabilidade dos sintomas.

Quando as sensações negativas se tornam persistentes e se intensificam à medida que o tempo passa, é preciso ficar alerta, pois pode ser um sinal de que de fato as coisas não vão bem.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2017, 45,8% dos médicos brasileiros já relataram sobre estresse e esgotamento em algum momento de suas carreiras, enquanto em outros profissionais o índice é de 30%.

Também em 2017, o CFM passou a dar mais atenção para essa doença, visando debates sobre. Muitos eventos voltados para os profissionais da medicina, como congressos e seminários, procuram incluir cada vez mais o tema em suas programações para conscientização e mobilização das instituições e médicos. Burnout é uma doença que pode, inclusive, se tornar incapacitante.

 

Burnout em médicos

As condições de trabalho da maior parte das instituições de saúde infelizmente não é boa. Além de faltar equipamentos, muitos dos profissionais são sobrecarregados e atuam em estruturas deterioradas. Tudo isso influencia para o surgimento da síndrome de burnout.

Tais motivos já seriam suficientes para refletir na síndrome, mas há ainda outros fatores como os plantões exaustivos, a vida social reduzida, o tempo afastado da família, e as poucas horas de lazer e sono.

Além disso, os ambientes de serviços de saúde são naturalmente causadores de estresse. 

As 10 especialidades da medicina que são mais “infelizes” com a atividade que realizam são:

  1. Radiologia
  2. Medicina Interna
  3. Medicina de emergência
  4. Medicina da família
  5. Urologia
  6. Neurologia
  7. Cardiologia
  8. Infectologia
  9. Pneumologia
  10. Terapia intensiva 

A infelicidade com o trabalho acaba refletindo negativamente ao burnout, podendo assim ser mais propício a causar os sintomas da doença.

Com tudo isso te torna essencial atentarmos para o surgimento da síndrome em profissionais da saúde e o que fazer, visto que além de afetar o sistema de saúde, afeta a qualidade do atendimento e reflete na vida pessoal do médico em questão.

 

Diagnóstico de burnout

A maneira de adquirir o diagnóstico é com algum especialista em saúde mental, como psicólogos ou psiquiatras.

Será levado em conta diversos fatores como, por exemplo, o levantamento do histórico do paciente (intensidade dos sintomas e o quão incapacitante está para trabalhar), bem como o contexto de envolvimento e satisfação pessoal.

Além disso, respostas psicométricas de um questionário baseado na Escala Likert auxiliam no diagnóstico também.

 

Como evitar a síndrome de burnout?

É preciso se cuidar e tomar cuidado com a auto sabotagem. Não utilizar como desculpa a falta de tempo para não ter momentos de lazer, cuidados com a mente e com o corpo.

A consciência de que algo não está certo é o caminho para evitar que os sintomas da doença surjam.

Mudar o estilo de vida pode ser uma das melhores formas de prevenir e até mesmo tratar a síndrome.

  • Pare e pense de forma avaliativa se suas condições de trabalho estão afetando a sua qualidade de vida e, consequentemente, na sua saúde física e mental 

  • Se proponha uma dinâmica nova para as obrigações e atividades diárias dos seus objetivos profissionais

  • Evite consumir bebidas alcoólicas, cigarro ou outras drogas, pois pode piorar ainda mais a confusão mental do que de fato está sentindo

  • Converse com pessoas que você confia, como amigos e familiares. Assim como outras doenças, muitas vezes quem tem a síndrome de burnout não se dá conta do que está acontecendo.

  • Busque ter um ambiente acolhedor em sua casa. Da mesma forma que um médico precisa dedicar seu tempo e empatia com o paciente, ele também precisa de condições que o proporcionem isso.

  • Não deixe de cuidar da sua saúde mental. A ajuda de um profissional é sempre a melhor opção do que 'deixar pra lá' por achar que é algo bobo ou achar que não é nada além de cansaço. Importante lembrar que a saúde mental é tão importante quanto a saúde física. 

Se atente para não colocar demandas dos outros acima das suas próprias demandas. Isso é um fator de risco que, se acontecido com frequência, também tende a causar sobrecarga e consequentemente adoecer.

 

Tratamento

Exercícios físicos e hábitos de vida saudáveis são partes importantes no tratamento. Usualmente são utilizados também antidepressivos e/ou ansiolíticos e psicoterapia.

Caso a doença seja identificada no início, é possível se recuperar tirando uma licença do trabalho por alguns dias. O repouso e realização de atividades que geram prazer são de extrema necessidade durante o período de licença.

Reorganizar a vida no escritório médico em que trabalha é essencial em casos mais graves. Dedique mais tempo para cuidar de si e saiba gerenciar possíveis frustrações e auto cobranças.

O tratamento costuma durar entre um e três meses, mas dependendo do caso pode demorar um pouco mais.

Caso não siga as recomendações médicas, a doença pode se agravar de tal forma a gerar distúrbios físicos e, na pior das hipóteses, depressão, sendo necessário então a internação para que possa ser avaliado de forma detalhada.

Procure se envolver de fato em momentos de felicidade, lazer e prazer. São coisas simples e essenciais tanto no tratamento quanto na prevenção da síndrome de burnout.

Para quaisquer dúvidas que possam surgir sobre o tema ou sobre o nosso sistema propriamente dito, estamos à disposição para saná-las e ajudar no que for necessário. 

Fique de olho e nos acompanhe nas próximas postagens! :)

Lívia Nogueira

Lívia é do time de Marketing e redatora do BeeRads.

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